• Programa de Estágio

Mineração

29/12/2016 13:50

INB inicia mais uma etapa para retomada da produção de urânio

Urânio - CaetitéTeve início o decapeamento da futura mina do Engenho, na Unidade de Concentrado de Urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA), no dia 22 de dezembro, dois dias após a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) conceder autorização para a atividade. Esse é um passo decisivo para a retomada da produção de urânio no Brasil.

O decapeamento é a etapa imediatamente anterior à lavra do minério e consiste na retirada da primeira camada de solo do local onde será a mina. A previsão da INB é que esta fase tenha duração de 10 meses. Como esta primeira camada de solo já possui alguma quantidade de urânio, nesse período a estimativa é obter 73 toneladas de yellowcake (concentrado de urânio), com previsão inicial de produção para fevereiro de 2017.

A empresa contratada para realizar os serviços de infraestrutura, depósito de estéril supressão de vegetação e decapeamento possui atualmente em torno de 170 pessoas atuando na área da mina do Engenho, sendo que 90 destes trabalhadores foram chamados este mês para essa nova etapa.

"Quando começar a lavra, prevista para outubro de 2017, a estimativa é que sejam criados mais 200 postos de trabalho terceirizados", afirma o diretor de Recursos Minerais da INB, Laércio Aguiar da Rocha.

Urânio - Caetité 2A mina do Engenho tem uma capacidade de produção estimada de 280 a 300 toneladas de concentrado de urânio ao ano. A mineração será a céu aberto, através de três cavas. Neste primeiro momento, serão utilizadas as cavas 2 e 3. O decapeamento da cava 1 deverá começar em dez anos.

Laércio acredita que o decapeamento da mina do Engenho é um primeiro passo em direção aos objetivos da INB de deixar de importar urânio e tornar o Brasil autossuficiente. O planejamento para atingir essas metas inclui a entrada em operação da mina subterrânea, prevista para 2020, na unidade de Caetité, e do Projeto Santa Quitéria, no Ceará.

Fonte: Indústrias Nucleares do Brasil (INB)

Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.