Congresso

03/03/2017 13:50

Governo da Bahia vai apresentar oportunidades minerais da CBPM no Canadá

A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), sociedade de economia mista vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia (SDE), vai participar, de 4 a 8 de março, da 85ª Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC), para apresentar projetos da empresa atualmente evidenciados, por serem considerados muito promissores para empreendimentos minero-industriais.

A PDAC, realizada anualmente desde 1932 em Toronto, no Canadá, é considerada uma das convenções mais importantes do mundo para a prospecção e negócios associados à mineração. De acordo com o website do evento este ano a convenção terá aproximadamente 900 expositores e 22 mil participantes de 125 países.

Na ocasião a CBPM vai ofertar dois importantes prospectos para investimento em pesquisa complementar: O Depósito de Ouro Jurema Leste, em Iramaia/Maracás, no centro-sul do Estado, e o Corpo Ultramáfico de Caboclo dos Mangueiros, com mineralizações de níquel, cobre e cobalto, em Pilão Arcado/Campo Alegre de Lourdes, no norte baiano.

No prospecto Jurema Leste a mineralização de ouro está associada à sequência vulcanossedimentar Contendas-Mirante. A pesquisa foi iniciada através de estudos aerogeofísicos que apontaram as anomalias, das quais sete áreas foram selecionadas. Com a definição dos alvos foi iniciada uma exploração detalhada utilizando geofísica terrestre, geoquímica de solo, mapeamento geológico e escavação de poços e trincheiras.

Os resultados confirmaram a ocorrência de mineralização aurífera com indicação de intensificar a exploração nos alvos. Uma pesquisa de detalhe selecionou cinco sub-alvos definidos como prioritários, investigados inclusive com sondagem rotativa, totalizando 3.230 metros perfurados.

A mineralização primária de Jurema Leste é composta por depósitos mesotermais de ouro filonianos, que justificam um programa mais detalhado de exploração. Dada a excelência na infraestrutura do distrito aurífero e dependendo dos resultados da exploração mais aprofundada, o projeto poderá evoluir rapidamente para um estudo de viabilidade e fase de produção de minérios secundário e primário.

O corpo ultramáfico de Caboclo dos Mangueiros foi identificado nos levantamentos aerogeofísicos realizados entre 2005/2006. Com base na geologia de detalhe e dos dados geofísicos e geoquímicos foi executado um programa de sondagem com 15 perfurações, totalizando 2,7 mil metros, que definiu zonas sulfetadas com espessuras superiores a 100 metros. O modelamento geométrico com os furos de sondagem caracterizou o primeiro segmento do corpo mineral com dimensões aproximadas de 1.700m x 400m x 200m, contendo zonas altamente sulfetadas com espessura superior a 70 metros.

Foram identificadas duas fases distintas de mineralização. A primeira indicando uma concentração de níquel, cobre e cobalto, associada ao corpo máfico/ultramáfico, enquanto que a outra evidencia mineralizações de cobre, zinco, ouro, níquel, platina e paládio, associadas a eventos hidrotermais.

Os resultados analíticos das amostras dos furos de sondagem apresentam um intervalo contínuo superior a 208 metros, contendo 0,21% de níquel, 0,13% de cobre, 180ppm de cobalto, além de ouro, platina e paládio. Os dados atuais admitem uma expectativa de recursos potenciais superiores a 200 milhões de toneladas de minério de níquel e cobre e elementos associados.

Assim como em 2016, o Governo Federal pretende realizar o Brazilian Mining Day durante a PDAC, quando haverá um jantar promovido pelo ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho com investidores estrangeiros, para mostrar um novo ambiente para investimentos em negócios no país com maior segurança jurídica e conhecimento geológico agregado. A CBPM vai participar do evento promocional apresentando os dois projetos.

Fonte: Amarildo Barbosa (Semae/CBPM)

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