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20/03/2017 13:20

CPRM mapeia 1.300 corpos mineralizados de diamante no país

O projeto Diamante Brasil, realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), mapeou em 10 anos 1.344 corpos mineralizados de diamantes no país. De acordo com o CPRM, estes e outros dados sobre o minério precioso serão divulgados nesta terça-feira (21), em um evento que irá apresentar os resultados do projeto na sede do MME, em Brasília.

De acordo com o CPRM, o projeto busca reunir e integrar em um banco de dados público informações sobre os principais aspectos da geologia do diamante no Brasil, incluindo fontes primárias e secundárias, além de perspectivas econômicas. Realizado pelo CPRM, o projeto abrange áreas inseridas em 20 Estados das cinco regiões brasileiras.

Iniciado em 2008, o projeto mapeou 24 campos diamantíferos, 804 ocorrências, 142 garimpos, 23 campos de kimberlitos e 1.344 corpos mineralizados. "O levantamento pode contribuir para impulsionar novos investimentos em pesquisas de prospecção mineral", afirma o CPRM, em nota divulgada na semana passada.

Segundo o Serviço Geológico, o Diamante Brasil tem informações "importantes e atualizadas com áreas potenciais para prospecção e exploração de diamantes", além de reunir em um banco de dados informações geológicas, geofísicas, geoquímicas, petrográficas e econômicas dessas áreas pesquisadas.

O evento de lançamento do projeto será no dia 21 de março, às 9h, no auditório térreo do MME, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Segundo o CPRM, autoridades e especialistas ligados à mineração de diamantes estarão presentes.

Segundo o website Jazida.com, no Brasil existem 4.055 processos junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para minérios do grupo diamante. Do total, apenas 82 processos são concessões de lavra para empresas como Lipari, RST Recursos Minerais, Mineração Tejucana e Mineração Taberebá, entre outras.

O Brasil já liderou a produção mundial de diamantes e hoje ocupa a 19ª posição no ranking. Com o pico da produção da mina de Braúna, da Lipari, estimada em 400 mil quilates, o país pode chegar, até 2020, na 11ª posição dos principais produtores do mineral precioso.

Fonte: Notícias de Mineração Brasil

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