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Economia

10/08/2017 16:00

Preço do vanádio é o maior desde 2010

Os preços do pentóxido de vanádio (V2O5) com 98% saltaram 60% na última semana de julho e chegaram a US$ 24.848,60 a tonelada, diz relatório da Argus Metals International. É esse tipo de vanádio, vendido em flocos, que é produzido pela mineradora Vanádio Maracás, na Bahia, uma empresa da Largo Resources.

Em Roterdã, na Holanda, o preço do mesmo produto saiu de US$ 5,68 a libra-peso em 14 de julho para US$ 7,36 a libra, em 28 de julho, mostra o provedor de informações Metal Bulletin. Nível similar não é visto desde junho de 2010.

O ferrovanádio com teor de 50%, vendido na China, atingiu o seu maior valor desde setembro de 2008, com valor entre US$ 29.835 e US$ 32.073 a tonelada, diz a Argus.

O aumento do preço atraiu a atenção de investidores interessados em ativos atrelados ao vanádio, com é o caso das ações da Largo Resources, que passaram de 35 centavos de dólar canadense, no dia 18 de julho, para 63 centavos no dia 31, uma alta de 80%. Hoje (9), a ação abriu a 60 centavos, mostra a Bolsa de Valores de Toronto (TSX).

Algo parecido aconteceu com as ações da Australian Vanadium que chegaram a ter alta de 20% na terça-feira (8) durante o pregão. O diretor-presidente da mineradora, Vince Algar, disse ao MiningNews.Net, publicação irmã do Notícias de Mineração Brasil (NMB), que tem acompanhado os preços do (V2O5) que subiram lentamente nos últimos 18 meses e, apesar de preferir que não houvesse essa alta repentina, a valorização da substância é um importante marco para o setor".

Na Austrália, outras empresas que foram favorecidas com essa alta foram a King River Copper, com alta de 20 no início da semana, e a TNG, que tem o projeto de ferro-vanádio-titânio Mount Peake.

"Os preços do vanádio estão têm suporte em mudanças estruturais na oferta, demanda estável e crescente interesse na demanda potencial de vanádio para uso em baterias Vanadium Redox (VRBs) para aplicações de armazenamento de energia", disse a TNG.

"Quedas significativas da produção na China e na Rússia exacerbaram essa situação, com uma redução adicional da produção a curto prazo esperada na China como resultado de potenciais fechamentos de minas resultantes de inspeções ambientais iminentes", diz a publicação Technology Metals.

Fonte: Notícias de Mineração Brasil

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