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Infraestrutura

02/10/2017 09:00

Leilão da Fiol só será realizado no 2º semestre de 2018

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) no trecho entre Ilhéus e Caetité (BA), que já tem 70% de suas obras concluídas, está qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal para ser licitado, mas a previsão é que o leilão ocorra somente durante o segundo semestre de 2018.

A informação é do jornal Valor Econômico que afirma que grupos interessados no leilão da Ferrovia Norte-Sul, marcado para fevereiro de 2018, estaria interessados também na Fiol, para conectar as duas malhas. Técnicos do governo apoiam a ideia e devem incluir o traçado original da Fiol indo até a Figueirópolis, no Tocantins, no PPI do próximo ano.

A vantagem que a empresa vencedora da concessão da Norte-Sul teria com a Fiol seria ter uma saída para o mar. Por enquanto não há modelagem definida de como isso seria feito, apenas cenários possíveis - sendo o mais provável primeiro a realização da concessão de Ilhéus a Caetité e num segundo momento a do restante.

O governo do Estado da Bahia também estaria trabalhando para que a Fiol chegue até a Norte-Sul e, em setembro de 2016, o governo federal acordou com o governo da Bahia que fosse contratado, pelo executivo estadual, a elaboração de um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) da Fiol e este estudo será doado à União em novembro.

Mas o governo federal informa que só vai colocar a Fiol em consulta pública quando estiver acertada a questão do chamado Porto Sul, um complexo portuário de uso privado a ser construído nas imediações de Ilhéus para embarcar a carga transportada na Fiol.

O objetivo da Fiol tal como ela está atualmente apresentada no âmbito do PPI é só para viabilizar o escoamento do minério de ferro e não inclui a produção de grãos. O governo da Bahia teria dito que bancaria a extensão da Fiol nos lotes que ficam no Estado e que passam pelos municípios de Guanambi, Bom Jesus da Lapa e chegam até São Desidério, dentro das fronteiras do Estado.

Na recente missão do presidente Michel Temer e empresários à China, a controladora da Bamin, a Eurasian Resources Group, assinou um memorando de entendimento com o governo da Bahia e um consórcio de empresas chinesas, para desenvolver um projeto integrado de US$ 2,4 bilhões, que inclui mina, ferrovia e terminal portuário.

Fonte: Bahia Econômica

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