Mineração

30/01/2018 11:30

Brio Gold pode ser comprada por R$ 852 milhões

A Leagold Mining Corporation (LMC) disse que pretende adquirir a Brio Gold, que tem ativos somente no Brasil. A empresa canadense tem uma mina de ouro no México. A aquisição seria por meio da compra de todas as ações em circulação da Brio Gold, em troca de ações da Leagold, o que resulta em um valor aproximado de US$ 264 milhões.

A intenção da Leagold é criar uma mineradora com ativos somente na América Latina com produção estimada em 450 mil onças por ano. A operação deve ser concluída até 28 de fevereiro.

"De acordo com a oferta, os titulares das ações da Brio receberão 0,922 de uma ação da Leagold, representando um preço implícito de C$ 2,80 [dólares canadenses] por ação da Brio, o que dá uma contrapartida total, considerando todas as ações emitidas e em circulação da Brio, de aproximadamente US$ 264 milhões [R$ 852 milhões], com base no preço médio ponderado dos últimos cinco dias do preço de negociação das ações da Leagold na Bolsa de Valores de Toronto (TSX)", disse a mineradora em comunicado.

Segundo Neil Woodyer, CEO da Leagold, a estratégia de crescimento da mineradora começou com a aquisição da mina Los Filos no México, em abril de 2017, da Goldcorp. "Temos o objetivo claro de transformar a Leagold como um médio produtor de ouro na região. Esta estratégia foca em adquirir operações minas de ouro e projetos próximos à construção, otimização de ativos pós-aquisição e valor de desbloqueio", afirmou o executivo em nota.
"A combinação com a Brio representa uma oportunidade única para adquirir uma carteira de ativos produtivos com um perfil de crescimento significativo […] As operações combinadas deverão produzir aproximadamente 450.000 onças em 2018, com o potencial de crescimento para mais de 700 mil onças em 2020, com os custos totais [AISC] perto de US$ 850 [a onça]", declarou Woodyer.

A oferta da Leagold embute um prêmio de 57% para os acionistas da Brio, que é justificado com base no valor descontado dos ativos da Brio e as economias esperadas com a eliminação de custos corporativos. A Leagold diz que conta com o apoio do acionista controlador da Brio, a Yamana Gold, que detém 53,6% do Brio.

Em nota, Peter Marrone, CEO e presidente do conselho da Yamana, disse que a "Leagold apresentou uma proposta que não pode ignorada".

Brio Gold

O Conselho de Administração e o Comitê Especial do Brio Gold declarou vai estudar a oferta proposta da Leagold e responderão oportunamente. A Brio Gold contratou a CIBC World Markets Inc. e a National Bank Financial Inc., como assessores financeiros, e Davies Ward Phillips & Vineberg LLP, como assessor jurídico.

"Não nos surpreende que tenha surgido esse interesse estratégico na Brio Gold, dado que os ativos de alta qualidade do nosso portfólio e o fato de a companhia estar extremamente subvalorizada. Por estas razões, devemos proteger os interesses dos nossos acionistas e considerar todas as alternativas para maximizar o valor para o acionista", disse Gil Clausen, CEO da Brio Gold, em nota divulgada hoje.

A Brio Gold, com sede no Canadá, possui três minas de ouro em operação e uma mina totalmente licenciada e construída que estava em cuidados e manutenção e que deve voltar a operar no final de 2018, na Bahia. A mineradora tem como meta produzir entre 205.000 e 235.000 onças de ouro em 2018, e chegar a 400 mil onças de ouro por ano em 2019. Com informações da Leagold e da Brio.

Fonte: Noticias de Mineração Brasil

Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.