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13/02/2019 10:50

Mesa Diretora do Legislativo recebe visita de diretores da Bahia Mineração

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa recebeu nesta terça-feira (12) a diretoria da Bahia Mineração (Bamin), que apresentou os avanços do Projeto Pedra de Ferro, em implantação nos municípios de Caetité e Pindaí, na região da Serra Geral. O empreendimento, que se propõe a ser uma das mineradoras mais modernas do mundo, pretende produzir 18 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, fazendo da Bahia o terceiro maior produtor de minério de ferro do Brasil. Além dos componentes da Mesa, estiveram presentes líderes e vice-líderes de bancadas e partidos, totalizando 28 deputados. Na ocasião, os executivos apresentaram o projeto da barragem de rejeitos da mina, a ser construída em Caetité.

Reunião
Foto: SandraTravassos/Agência-ALBA

"O Pedra de Ferro é um importante projeto para o desenvolvimento da Bahia, principalmente para o Sudoeste baiano, que ainda envolve a construção da Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul, em Ilhéus", disse o presidente Nelson Leal. Ele explicou que "a diretoria da Bamin veio apresentar o seu projeto de barragem para rejeitos, que é diferente das que foram construídas em Minas Gerais, sobretudo a de Mariana, que se rompeu em 2015; e a de Brumadinho, este ano. Foi muito boa a iniciativa, porque é um tema que está na ordem do dia da Assembleia", avaliou, ressaltando que "precisamos de desenvolvimento, mas, sobretudo, precisamos de garantir a vida".

A reunião, que se realizou no Salão Nobre da Casa, "teve por objetivo esclarecer sobre a implantação do projeto integrado da mina de ferro, em Caetité, do Porto Sul e da Ferrovia Engenheiro Vasco Azevedo Neto (antiga Fiol)", explicou Ivana Bastos, segunda vice-presidente da ALBA e proponente do encontro com a mineradora.

Os executivos da Bamin, empresa do grupo Eurasian Resources Group, apresentaram o projeto da barragem, que é de alteamento a jusante, diferente das barragens mineiras que romperam, construídas a montante. "Ao contrário do alteamento a montante, o processo a jusante é feito para fora e para baixo do barramento. Exige mais material para construção da nova parede de contenção", explicou Alexandre Aigner, diretor financeiro da Bamin. Ele disse que o material para altear a barragem a montante é depositado em cima do próprio rejeito sedimentado, o que reduz o custo da estrutura, enquanto a barragem a jusante é mais segura e mais resistente às atividades sismológicas. "A empresa tem se preparado para atender a todas as exigências ambientais e de segurança do estado", ressaltou.

Alexandre Aigner compareceu acompanhado de Daniel Medeiros, gerente geral de Sustentabilidade; de Cláudio Rezende, coordenador geotécnico; e o diretor do Projeto, Alberto Vieira.




Fonte: ALBA

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