CBPM e Sebrae-BA planejam criação de “Comitê Gestor” em municípios com produção mineral

A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) se reuniu com o presidente do Sebrae-BA, Jorge Khoury, nesta quarta-feira (02), para discutir a criação de “Comitê Gestor” nos municípios baianos com produção mineral. Visando a verticalização da economia nas cidades que contribuem para a atividade mineral, o projeto consiste na união entre lideranças públicas e do setor privado, com o objetivo de capacitar mão de obra local. Outro ponto de interesse do projeto é criar novas micro e pequenas empresas locais que possam suprir demandas das empresas mineradoras, estimulando assim o desenvolvimento socioeconômico dos municípios. 

Para Khoury, essa ação é importante porque gera um encadeamento produtivo, o que dá autonomia para essas cidades. “Através da capacitação nós criamos o MEI, que oferece seu serviço para a micro e pequena empresa, e estes, por consequência, oferecem seus serviços para a macro e grande empresa. Criamos um suporte urbano, fazendo com que esses municípios não dependam mais de mão de obra ou suprimentos vizinhos.”, afirma.

Antonio Carlos Tramm, presidente da CBPM, garantiu seu apoio ao projeto, e ressaltou a importância de criar uma melhor comunicação entre o setor mineral, o governo e a sociedade civil. “O desconhecimento da mineração faz com que as pessoas não saibam os benefícios que ela traz para comunidade. A remuneração pessoal média do setor é duas vezes maior que a das indústrias de transformação e de construção civil, e chega a ser três vezes maior que a do comércio. É importante mostrar que essa remuneração é aplicada no desenvolvimento socioeconômico dos municípios.”, disse.

As questões socioambientais também foram pauta da reunião. Segundo Sergio Cavalcante Gomes, gestor de estratégias do Sebrae-BA, as empresas precisarão agir em consonância com as ODS (Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável), que são uma coleção de 17 metas globais, estabelecidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas, bem como com a ESG, sigla em inglês para os aspectos ambiental, social e governança. “Esse tema tem ganhado bastante força e mudado o olhar com relação ao que é esperado pelo mercado. Se o município não tiver esse conhecimento, o Sebrae-BA se compromete a levar a informação.”, pontuou.

A reunião contou ainda com a participação do diretor do Worldwatch Institute no Brasil (WWI), Eduardo Athayde, e do gerente de captação de recursos financeiros do Sebrae-BA, Vitor Lopes.

 

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