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Programação Técnica

DIRETORIA TÉCNICA - Relatório das Atividades de 2018 e Programação de 2019


Em termos técnicos, no ano de 2018, a CBPM deu prosseguimento aos trabalhos de desenvolvimento mineral, dentro da filosofia de atuação implantada desde 2009 e, nesse sentido, continua merecendo destaque o programa de sondagem, que executou quase 10 mil metros entre 2017 e 2018 e que vem viabilizando alguns importantes novos depósitos, como por exemplo, o de níquel, cobre e cobalto (Caboclo de Mangueiros) e o de zinco, cobre e fosfato da região de Irecê/Lapão, recentemente definidos.

De igual forma, os principais objetivos previstos na programação para 2018 foram alcançados, com destaque para o estudo de ambientes geológicos propício a conterem mineralizações dos chamados Minerais Portadores de Futuro (Lítio, Tântalo/Nióbio, Terras Raras e Grafita para Grafeno, entre outros). Deste trabalho resultou, inicialmente, em requerimentos de cinco áreas promissoras para esse bem mineral, as quais deverão ser detalhadas em 2019. Além disso, foi possível consolidar um antigo prospecto potencial para ouro, o Jurema Leste, apresentado, juntamente com o Prospecto Caboclo dos Mangueiros, no PDAC – Prospectors & Developers Association of Canadá e International Convention & Trade Show - 2018, em Toronto/Canadá, maior evento de mineração do mundo e no SIMEXMIN, realizado em Ouro Preto – Minas Gerais, maior simpósio nacional de mineração.

A participação do estado na produção mineral brasileira aumentou de 2,59% em 2017 para 2,79% em 2018, mostrando que a Bahia está conseguindo enfrentar as adversidades oriundas da crise econômica dos últimos anos com eficiência, buscando novas alternativas de produção mineral no médio e no longo prazo. A Receita Bruta das empresas parceiras da CBPM, em 2018, contabilizou R$ 1,476 milhões, elevando o índice de participação das áreas da CBPM na PMBC para 48,05%. A receita de recursos próprios totalizou, em 2018, cerca de R$ 45 milhões, dos quais cerca de 90% são oriundos de royalties gerados a partir dos contratos com as empresas parceiras.

Neste ano de 2018 o maior destaque ficou por conta do Vanádio (V2O5), importante bem mineral na pauta do estado. Localizado na região de Maracás teve a sua produção batendo todos os recordes previstos, atingindo a maior média mensal desde sua inauguração em 2014, acrescido do preço global, que aumentou substancialmente. Além de superar a meta de produção planejada, com 9,7 mil toneladas/ano de pentóxido de vanádio (V2O5), a empresa Vanádio de Maracás S.A. tem experimentado sensíveis aumentos de produtividade nas suas marcas mensais de produção, que ficou 145% acima do realizado no ano anterior, sendo que o seu preço chegou a alcançar US$ 29,35 por libra peso, um aumento de aproximadamente 282% sobre o preço médio de US$ 7,69 por libra peso registrado em 2017.

De igual forma merece destaque neste ano a negociação e aquisição da Mirabela pelo grupo inglês Appian Capital, que gradativamente vem viabilizando o retorno da produção dessa importante mina de níquel, o que deverá ocorrer no segundo semestre de 2019.

Em 2018, apesar paralisação da lavra e beneficiamento do minério de níquel pela Mirabela ter continuado, assim como a não retomada da produção de ouro pela Santaluz Empreendimentos, empresa agora ligada a LeaGold, a Bahia manteve-se na 5ª posição do ranking nacional em termos de valor da produção mineral, atrás apenas de Minas Gerais, Pará, Goiás e São Paulo. Este posicionamento traduz, por si só, o bom resultado da produção mineral baiana neste ano, pois foi o único estado que cresceu em relação a 2017, quando observados os cinco maiores produtores nacionais. Estados tradicionais na mineração como Minas Gerais e Pará apresentaram quedas significativas de 17,88% e 8,72% respectivamente. Goiás, outro forte produtor de bens minerais sofreu uma queda de 6,27%. Dos cinco maiores produtores até o momento apenas São Paulo apresentou a menor queda (0,17%).

Frente às novas diretrizes determinadas pelo Governo do Estado, no sentido da empresa trabalhar com os recursos próprios, dar-se-á continuidade, em 2019, as atividades técnicas da CBPM, mas agora com um enfoque maior na descoberta e viabilização de novas oportunidades minerais. Embora sem perder o seu viés de empresa de desenvolvimento mineral, dando continuidade aos trabalhos ligados ao refinamento do conhecimento geológico do estado, na participação de eventos e nas publicações técnicas, a empresa dará prioridade aos trabalhos de consolidação, descoberta e viabilização de depósitos minerais, em seus direitos minerários, que venha a ter viabilidade econômica a curto e médio prazo e, nesse sentido, torna-se necessário um atenção maior na atração de novos investidores, visando o aumento da arrecadação de royalties, fator preponderante para que a CBPM seja autossustentável.

Confira a íntegra do relatório aqui.
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