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Panorama do Setor Mineral Baiano

Panorama do Setor Mineral

A Bahia é o mais meridional dos estados da Região Nordeste do Brasil. Faz fronteira com outros oitos estados e possui um litoral com mais de 850 km, onde se encontram inúmeras praias paradisíacas e diversos sítios ecológicos de grande beleza natural. As temperaturas médias anuais oscilam de 19ºC a 30ºC. A Bahia é o quinto maior estado brasileiro (567.295 km², a mesma área da França), é o estado mais populoso do Nordeste, quarto do Brasil ( 13,08 milhões de habitantes). Salvador, capital da terceira maior cidade do país, com 2,1 milhões de habitantes. O Produto Interno Bruto do estado é da ordem de R$ 76,08 milhões, dos quais 11,1% provêm do setor agrícola, 36,65% da indústria e 52,25% de outros serviços.

Os principais itens de exportação incluem produtos petroquímicos, cátodos de cobre refinado, óleo combustível, ferro-ligas (Fe-Mn, Fe-Cr, Fe-Si-Cr), ligas de alumínio, pedras preciosas e semipreciosas, mármores e granitos, cacau e produtos derivados de cacau, frutas frescas, sucos e polpa, papel, tabaco (fumo), sisal, óleos vegetais, massa e extrato de tomate, café, soja em grão, couro curtido e tratado, fios e linha de algodão e vinho. No que tange à infra-estrutura, a Bahia possui uma rede viária de 124.000 km, uma rede de distribuição de energia elétrica (14.000 km) que alcança todas as regiões do Estado; três grandes e bem equipados portos marítimos (Salvador, Aratu e Ilhéus); 2.000 km de ferrovias para transporte de cargas, 15 aeroportos comerciais, incluindo o Aeroporto Internacional de Salvador, e mais de 100 pequenos aeródromos (pista de pouso); e um moderno sistema de telecomunicações, que permite que todo o Estado esteja conectado com a rede nacional (DDD) e internacional (DDI).

O Setor Mineral Baiano

PANORAMA DA INDÚSTRIA MINERAL EM 2008

Apesar dos sinais que já se percebia no final de 2007, de uma certa desaceleração provocada por desequilíbrios no setor imobiliário americano e pela alta dos preços do petróleo, a economia global continuava demonstrando que permaneceria forte, com os próprios Estados Unidos e a China liderando esta trajetória. Todavia a partir de setembro houve o desencadeamento de drástica crise na economia americana atrelada às turbulências e quebra de confiança de seus setores imobiliário e financeiro. Esta crise se alastrou pela economia mundial, atingindo com maior intensidade os sistemas financeiros da Europa, Ásia e dos próprios Estados Unidos. Os efeitos da crise já são percebidos em todos segmentos da economia global, em particular no mercado e preços das commodities minerais.

Nos últimos 5 anos a indústria mineral global foi impulsionada, fundamentalmente, pela forte demanda chinesa por commodities minerais, somada com a expressiva escassez de estoques e deficiência no suprimento de algumas destas commodities, principalmente daquelas mais consumidas pela indústria básica, como ferro níquel, cobre, zinco, chumbo, alumínio e vanádio, entre outros, o que induziu a elevação de seus preços, que chegaram a atingir valores nominais recordes. O níquel, por exemplo, cuja cotação na LME estava em torno de US$8,000.00 em janeiro de 2003, chegou a superar a barreira dos US$53,000.00 em maio de 2007.

Esta remissão de dados apontava para uma ascensão continuada dos preços médios anuais dos metais durante 2008, particularmente os de ferro, níquel e cobre. Eles sem dúvida flutuaram na crista da onda provocada pela vigorosa demanda chinesa e pelas restrições de produção e estoque. Além disso os preços dos metais foram também beneficiados pelo crescente interesse dos fundos de investimento por commoditiesminerais, particularmente pelos metais preciosos (ouro e platina) que junto com o níquel e o minério de ferro alcançaram patamares de preço recordes nos últimos cinco anos, atingindo picos históricos em termos nominais.

O impacto desta trajetória dos preços sobre a indústria mineral foi mais do que revigorante porque pôs em marcha um ritmo mais intenso de produção no segmento dos minerais metálicos, proporcionando a abertura de novas minas e a reativação de outras, além de impulsionar o crescimento da economia em escala global.

O mesmo não aconteceu com as matérias-primas minerais que não têm comportamento de commodities. No setor de rochas ornamentais, por exemplo, que liderava os requerimentos para pesquisa em todo o Brasil até 2005, houve uma queda significativa na produção e exportação de granitos. Com custos internos ascendentes em real, o setor ressentiu-se bastante da valorização do real frente ao dólar americano e com os problemas regionais de infra-estrutura. Como conseqüência, houve uma inversão nos requerimentos para pesquisa em 2008: informações recentes indicam que os metálicos respondem praticamente por 90% dos requerimentos atualmente na Bahia.

Setembro chegou com a crise e em outubro o preço das commodities minerais despencou, como no caso do níquel. Alumínio, cobre, chumbo, estanho e zinco, todos estes negociados na LME, também experimentam forte queda nas suas cotações. Matérias-primas como o ferro, com negociações feitas via grandes contratos internacionais de fornecimento, experimentam fases de ajuste e de negociações na busca de uma adaptação à crise. Também o petróleo baixou de preço.

E a mineração, como vivenciará este momento? De uma expectativa de um crescimento forte em 2009, embora com a presença dos fatores de risco inerentes à atividade, delineia-se uma tendência de refreamento dos investimentos, em face de incerteza do momento atual. O quadro é de redução nos investimentos, ajuste de metas e planejamentos estratégico e operacional, consistentes com o novo quadro que se apresenta. Espera-se, contudo, que os baixos níveis de estoque de diversascommodities minerais, como o cobre, níquel e zinco, e a ainda forte demanda chinesa pelo ferro e vários outros bens minerais metálicos, provoquem uma retomada nas cotações das mesmas, embora não devam retornar aos patamares atingidos em 2007.

Na área de pesquisa o investimento estatal, em empresas como a CBPM, e a continuada participação dos fundos de investimento, que em 2007 foram um diferencial significativo no mercado mineral, poderão representar um sinal de equilíbrio na busca por soluções que não permitam a interrupção da ascensão setorial que vinha se cristalizando desde o início da forte demanda chinesa em 2003.

A CBPM

A missão da CBPM, uma empresa totalmente controlada pelo estado, é desenvolver a exploração, a pesquisa e o desenvolvimento mineral do território baiano.

Criada em 1972 como uma corporação governamental, a CBPM tem contribuído diretamente para a descoberta e desenvolvimento de jazidas minerais na Bahia, três das quais, o Níquel de Itagibá, o Vanádio de Maracás e o Ouro da Maria Preta, que foram transferidas para iniciativa privada, já se apresentam como os principais empreendimentos mínero-industriais em vias de implantação no estado, destacando-se o Níquel de Itagibá que já está implantando o seu complexo mínero-industrial, com investimentos da ordem de RS$ 700 milhões, devendo iniciar sua produção no primeiro trimestre de 2009.

A CBPM tem dedicado especial atenção à prospecção, à descoberta e divulgação de oportunidades de investimento mineral no território baiano, visando, num passo subseqüente, disponibilizá-las e transferi-las para iniciativa privada através de processo de concorrência pública, transformando-as em mais um elemento de atração de novos investimentos para o setor mineral baiano. Essas oportunidades compreendem prospectos, depósitos e jazidas minerais com estágios distintos de pesquisa e avaliação mineral, algumas das quais com recursos e reservas dimensionados e com estudos demonstrando que possuem viabilidade tecnológica e econômica de aproveitamento. A disposição prévia destas informações, além de ampliar a atratividade das oportunidades, propicia aos investidores a redução de riscos, custos e tempo demandado para a prospecção, descoberta e avaliação de uma jazida mineral adequada aos seus objetivos empresariais.

Em obediência à política governamental de atração de novos investimentos para o estado, a CBPM, comandada pela Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM) concluiu, em junho de 2008, o processo de licitação de nove oportunidades minerais, lançado em novembro de 2007, e iniciou o processo de licitação de outras 20 oportunidades minerais.

A licitação das primeiras nove oportunidades teve excelente resultado com cinco oportunidades negociadas, culminando com a celebração dos contratos entre CBPM e as empresas vencedoras - Votorantim Metais Ltda., Galvani Indústria Comércio e Serviços Ltda. e Risa Refratários e Isolantes Ltda.(Magnesita) - voltados para pesquisa complementar, exploração e implantação de empreendimentos mínero-industriais para extração e produção de concentrados dos minérios de zinco, níquel, fosfato e talco, descobertas pela CBPM, e localizadas nos municípios de Mundo Novo, Irecê, Lapão, Ponto Novo e Brumado. Os concentrados dos minérios produzidos nessas jazidas serão destinados para indústrias metalúrgicas, para indústrias de produção de fertilizantes e de produção de refratários, cerâmica, papel, tintas, plásticos, borrachas e cosméticos, entre outros. Estes empreendimentos mínero-industriais contribuirão significativamente para aumentar a produção e o valor da produção mineral da Bahia. As implantações desses empreendimentos demandarão investimentos da ordem de R$ 150 milhões, com a criação de 350 empregos diretos e em torno de 1.000 empregos indiretos e, quando em produção, deverão gerar receitas da ordem de R$ 100 milhões/ano.

Os processos licitatórios de outras 20 oportunidades minerais tiveram os seus editais lançados em 2008, com o propósito de selecionar empresas que, sob suas exclusivas responsabilidades técnica, gerencial e financeira, desenvolvessem trabalhos de pesquisa complementar e o aproveitamento econômico de depósitos de minérios de ferro, ouro, cobre, e de ferro-titânio-vanádio associados e também de minerais e rochas industriais como feldspato, quartzo, barita, areia silicosa de alta pureza, argilas cerâmicas e granitos ornamentais, além de uma jazida de esmeralda, todos descobertos e estudados pela CBPM em áreas de sua titularidade. Empresas importantes a nível mundial participaram do processo licitatório, com destaque para a ArcelorMittal Brasil S/A, Largo Mineração e Limerick Mineração do Brasil.

As jazidas que virão ser dimensionadas nas áreas em licitação destinam-se à instalação e operação de unidades industriais para extração de minérios e produção de bens minerais resultantes de seus processamentos e serão arrendadas por 20 anos, renováveis por igual período até a exaustão de suas reservas.

As áreas das 20 oportunidades postas em licitação englobam um conjunto de 269 requerimentos de pesquisa da CBPM, abrangendo cerca de 280 mil hectares, distribuídos por 26 municípios baianos, a maior parte no semi-árido. Nestas áreas, conforme condicionantes estabelecidos nos editais, as empresas vencedoras ficam obrigadas a realizar investimentos adicionais em pesquisa e exploração, limitados a um mínimo de R$ 17 milhões e também a pagar a CBPM prêmios de oportunidades, pela disponibilidade dessas áreas, que totalizavam R$ 8 milhões, além de royaltiesmensais, em moeda corrente, pelo arrendamento dos direitos minerários delas, expressos em percentual da receita bruta de vendas dos produtos minerais oriundos dessas mesmas áreas. Os valores percentuais mínimos dos royalties estabelecidos nos editais variam entre 2,5% e 8%.

QUADRO 1

OPORTUNIDADES MINERAIS LICITADAS EM 2008

OPORTUNIDADES

CARACTERÍSTICAS

Argilas Cerâmicas Fazenda Santana

Localizada na Faz. Santana, Camacã – Ba. Área de 170,99 hectares. Reserva medida de 5,9 milhões de toneladas de argilas. Destina-se à produção de pisos de baixa absorção e fundo claro.

Argilas Cerâmicas Argolo

Localizada na Faz. Argolo, Nova Viçosa - Ba. Área de 427,81 ha. Reserva medida de 7,37 milhões de toneladas de argilas. Destina-se à produção de pisos de baixa absorção e fundo claro.

Argilas Cerâmicas Portão de Ferro

Localizada em Portão de Ferro, Canavieiras - Ba. Área de 1.000 hectares. Reservas medida + indicada de 4 milhões de toneladas de argilas. Destina-se à produção de massas para pisos de baixa absorção e de fundo claro.

Argilas Cerâmicas Jacarandá II

Localidade Jacarandá, São Sebastião do Passé - Ba. Área de 99 hectares.Reservas de 8,4 milhões de toneladas. Destina-se à produção de cerâmica estrutural e de revestimento com fundo corado.

Argilas Cerâmicas Jacarandá III

Localidade Jacarandá, São Sebastião do Passé - Ba. Área de 98,1 hectares. Reservas de 10,7 milhões de toneladas. Destina-se à produção de cerâmica estrutural e de revestimento com fundo corado.

Argilas Cerâmicas Jacarandá IV

Localidade Jacarandá, São Sebastião do Passé - Ba. Área de 99 hectares. Reservas de 12,6 milhões toneladas. Destina-se à produção de: cerâmica estrutural e de revestimento com fundo corado.

Areia Silicosa de Santa Maria Eterna

Localidade de Santa Maria Eterna, Belmonte - Ba. Área de 100 hectares. Reservas de 10 milhões de toneladas. Areia silicosa de alta pureza com aplicação para produção de vidros especiais e fibra ótica.

Ferro do Norte da Bahia

Localizada no extremo norte da Bahia, na região dos municípios de Casa Nova, Remanso, Sento Sé e Pilão Arcado. Engloba 170 áreas de titularidade da CBPM, com cerca de 220 mil hectares. Depósitos de minério de ferro de baixo teor (25% a 40% de Fe) relacionados com expressivas faixas de formações ferríferas bandadas com potencial de reservas da ordem de 1,5 bilhão de toneladas.

Ferro-Titânio-Vanádio de Campo Alegre de Lourdes

Extremo NW da Bahia em Campo Alegre de Lourdes. Sete áreas com cerca de 9.275 hectares de titularidade da CBPM. Reservas de 134 milhões t de minério com os teores: Fe – 44%; TiO2 – 20,74%; V2O5 – 0,75%

Ouro de Jurema Leste

Borda leste do Cinturão Contendas-Mirante, Iramaia - Ba. Nove áreas de titularidade da CBPM, com 4.225 ha. Mineralizações de ouro contidas numa faixa sigmoidal, com extensão da ordem de 10 km, relacionada formações ferríferas e corredores de cisalhamento. A zona mineralizada possui potencial para reservas de ouro da ordem de 21 toneladas, até a profundidade 50 metros, com teor médio em torno de 2 g/t.

Ouro Itapicuru Norte - Blocos Deixaí e Tarugão

Nordeste da Bahia, na região dos municípios de Cansanção, Monte Santo e Quijingue. Trinta e três áreas de titularidade da CBPM, totalizando 16.879,57 hectares. Faixas com mineralizações de ouro relacionadas principalmente, com metabasaltos e metagabros do greenstone belt do Itapicuru, destacando-se a zona do garimpo Água Branca com extensão de 2 km e potencial para conter recursos da ordem 48 toneladas de ouro até a profundidade de 100m, com o teor médio de 2,5 g/t.

Quartzo e Feldspato de Castro Alves

Região periférica do Recôncavo Baiano, no domínio dos municípios de Castro Alves, Santa Terezinha e Santo Antônio de Jesus. Vinte e quatro áreas de titularidade da CBPM, totalizando 22.342,67 hectares. Depósitos de quartzo e feldspato relacionados predominantemente a corpos de pegmatitos e a veios isolados de quartzo. Abrangem cerca de 265 corpos com recursos totais da ordem de 856 milhões de toneladas de feldspato e 143,23 milhões de toneladas de quartzo industrial.

Barita de Contendas do Sincorá

Sudoeste da Bahia, município de Contendas do Sincorá. Jazida com 200 mil toneladas de reserva, num corpo filoniano de barita, encaixado em metarenito. O minério possui baixo teor de ferro e conteúdo elevado de sílica, com peso específico entre 4 e 4,2.

5 - INCLUSÃO SOCIAL DE BASE MINERAL

São ações sociais por intermédio de programas comunitários, que visam a geração de ocupação, renda, qualificação profissional e resgate social para populações carentes do território baiano, principalmente de sua região semi-árido, através do aproveitamento de recursos de base mineral.

Em 2008, o Governo do Estado, por meio da CBPM, deu seqüência a estas ações por intermédio de três programas básico designados como Artesanato MineralApoio à Produção de Paralelepípedos; e Exploração Mineral Comunitária de Pequeno Porte. Os investimentos realizados nestes programas atingiram o valor de R$ 831.246,20.

Artesanato Mineral - Neste período foram realizadas as seguintes atividades: celebração de convênios com a prefeitura de Jacobina, para otimização das unidades de Artesanato Mineral Adornativo (bijuterias minerais), de objetos e utilitários e implantação da unidade de Lapidação de Gemas Coradas para beneficiamento de 176 famílias; convênio com a Fundação de Assistência e Desenvolvimento Social de Brumado (FADESB) para implantação de uma unidade de Lapidação de Gemas Coradas e de Facetamento e Formas Livres de Cristal, propiciando a oferta de mão de obra local qualificada na lapidação de gemas e no facetamento e formas livres de cristal, material utilizado nas indústrias de jóias do país, beneficiando diretamente um contingente de 16 famílias/novos artesãos.

Apoio à Produção de Paralelepípedos - Foram celebrados convênios com a prefeitura de Jacobina para implantação de Frente de Produção de materiais de pavimentação, aperfeiçoando um contingente de 20 artesãos e capacitando dois artesãos em gestão e comercialização, e com as prefeituras de Mundo Novo e Livramento de Nossa Senhora para implantação de Núcleos de Treinamentos para produção de materiais de pavimentação, formando 32 artesãos e capacitando dois artesãos em gestão e comercialização. Ainda no ano de 2008 foi dado o apoio à produção de paralelepípedos no município de Santa Luz, beneficiando um contingente de 2.000 artesãos.

Exploração Mineral Comunitária de Pequeno Porte - Foi celebrado convênio com o Centro Comunitário e Assistencial Beira Rio, no município de Riachão do Jacuípe, para implantação de uma unidade de produção de blocos cerâmicos, com capacidade de produção de 240 milheiros de blocos/mês, beneficiando diretamente cerca de 20 famílias. Foi também realizada ação direta de apoio na execução do Projeto de Pesquisa de Calcário, no município de Iraquara, beneficiando mais de 150 famílias, além de promover o retorno do ICMS ao estado. Este projeto encontra-se em fase de implantação e tem previsão de conclusão para o primeiro trimestre de 2009.

6 - TECNOLOGIA MINERAL

Compreende a condução de pesquisa e desenvolvimento por todo o ciclo da indústria mineral desde a sua montante, nas etapas de exploração, mineração e beneficiamento, até a sua jusante nas etapas de processamento, produção industrial e reciclagem, sempre com foco no desenvolvimento sustentável.

De outra forma pode se dizer que o objetivo da tecnologia mineral é prover pesquisa e desenvolvimento com qualidade, por todo espectro de processos e tecnologias envolvidos, desde a extração do minério do chão até sua transformação em um concentrado, produto mineral ou metal.

A aplicação bem conduzida da tecnologia mineral contribui para melhorar a eficiência, reduzir custos, melhorar a segurança e também ajudar a indústria a encontrar os padrões de sustentabilidade e de responsabilidade ambiental que a sociedade exige.

No desenvolvimento de suas atividades a CBPM tem maior atuação no segmento detecnologia de exploração e desenvolvimento mineral, direcionado fundamentalmente para aumentar a eficiência da pesquisa e exploração de depósitos minerais e prover subsídios para o desenvolvimento futuro e com sucesso das operações de lavra destes depósitos.

Nesta linha de atuação a CBPM vem desenvolvendo os seguintes trabalhos detecnologia mineral:

Levantamentos Aerogeofísicos

Os levantamentos aerogeofísicos desenvolvidos pela CBPM visam aumentar a eficácia da exploração mineral na Bahia, através da utilização de tecnologias avançadas de exploração, capazes de descobrir depósitos minerais não aflorantes. Estas novas tecnologias de exploração, em particular as aerogeofísicas, não são invasivas (agressivas), possuem eficiente custo-benefício e portanto são muito úteis para a indústria mineral e para a sociedade.

O levantamento aerogeofísico e subseqüente mapeamento geológico das áreas selecionadas, geralmente ainda pouco exploradas, visam melhorar e aprofundar o conhecimento da geologia e potencialidade mineral destas áreas e serve para auxiliar a descoberta de depósitos minerais nos seus domínios, particularmente daqueles economicamente rentáveis como ouro, ferro, cromo, cobre (metais básicos) e diamantes, e, por via de conseqüência, elevar o desenvolvimento e padrão de vida dessas regiões do interior da Bahia.

A execução dos levantamentos desenvolvidos pela CBPM está dotando o setor mineral baiano de uma nova geração de informações geocientíficas e geoeconômicas em regiões ainda pouco conhecidas no estado, porém com alto potencial mineral, e servem para reduzir os riscos de investimento nos seus domínios. Os dados e informações reunidos ao final destes levantamentos são utilizados para gerar sínteses geológicas e metalogenéticas e para desenvolver modelos de exploração para essas regiões. O objetivo final destes levantamentos é aumentar as atividades de exploração mineral nessas regiões da Bahia e, assim, ampliar a probabilidade de descobertas minerais significativas nos seus domínios.

Programa Diagnóstico de Potencialidade Mineral em Regiões da Bahia

Engloba a execução de dois projetos: Projeto Avaliação da Potencialidade Mineral da Região Econômica 05 – Extremo Sul e o Projeto Investigações Geológicas de Semidetalhe e Estimativas de Reservas do Mármore Bege Bahia na Subárea de Ourolândia.

Projeto Avaliação da Potencialidade Mineral da Região Econômica 05 – Extremo Sul vem sendo executado através do Convênio CBPM/CPRM, implantado no mês de outubro de 2007, com término previsto para março de 2009. Nesse período foram desenvolvidas as seguintes atividades: (i) conclusão da integração e consolidação das informações sobre os recursos minerais e as atividades mínero-industriais catalogadas por outros projetos executados na região; (ii) confecção do mapa geológico e da base cartográfica, que embasará os mapas de recursos minerais e de atividades mínero-industriais; (iii) elaboração do Relatório de Atividades 01; (iv) planejamento dos trabalhos para a 1ª etapa de campo; e (v) realização da 1ª etapa de campo com o cadastro de 61 recursos minerais e de oito atividades mínero-industriais.

Projeto Investigações Geológicas de Semidetalhe e Estimativas de Reservas do Mármore Bege Bahia na Subárea de Ourolândia está desenvolvendo a sua segunda fase, visando investigar em subsuperfície os parâmetros necessários ao estabelecimento de reservas lavráveis e comercializáveis do Mármore Bege Bahia, na Província de Ourolândia. Após o levantamento e análise do material bibliográfico disponível, a equipe do projeto irá trabalhar na seleção dos equipamentos e montagem da equipe para os trabalhos de sondagem.

Programa Geoprocessamento - Sistema de Informações Geológicas do Estado da Bahia

Abriga dois subprogramas: Atualização e Expansão do Sistema de Informações Geológicas do Estado da Bahia – IGBA e Recuperação e Organização do Acervo de Dados Geoquímicos da CBPM.

Atualização e Expansão do Sistema de Informações Geológicas do Estado da Bahia – IGBA, representa um conjunto de ações voltado à formatação, armazenamento e disponibilização, em meio digital, de informações geológicas, geoquímicas, geofísicas, minerais e sobre atividades de exploração, beneficiamento e transformação mineral, coletadas no território baiano, em mais de 35 anos de pesquisas e estudos desenvolvidos pela CBPM. Inclui também a modernização e gerenciamento das litotecas da CBPM na SUDIC e em Santa Luz. Durante o primeiro semestre de 2008 compreendeu a realização das seguintes atividades: (i) conclusão e correção dos Mapas de Recursos Minerais e de Atividades Mínero-Industriais dos 19 municípios da Região Econômica 11 e dos 28 municípios da Região Econômica 13, que servirão de base para a elaboração dos CD-ROMs sobre as Potencialidades Minerais destas regiões; (ii) iniciada a elaboração de tabelas, shapeslayers e layouts para a confecção dos Mapas de Recursos Minerais e de Atividades Mínero-Industriais, que embasarão a elaboração dos CD-ROMs sobre as Potencialidades Minerais das Regiões Econômicas 03 (Recôncavo Sul) e 15 (Oeste); (iii) iniciado um conjunto de ações concebido para, através de Serviços Técnicos Especializados em Geoprocessamento, Cartografia Digital, Geologia Econômica e Integração de Dados, proceder ao tratamento, a consistência, a consolidação e o controle de qualidade das informações contidas no Banco de Dados de Recursos Minerais da CBPM (IGBA), relacionados com os recursos minerais e as atividades mínero-industriais das Regiões Econômicas do Estado da Bahia.

Recuperação e Organização do Acervo de Dados Geoquímicos da CBPM engloba também nas suas atividades o tratamento estatístico, integração de dados, interpretação dos resultados e elaboração de mapas geoquímicos. Durante esse período foi realizada a pesquisa dos dados geográficos das amostras geoquímicas, obedecendo a seguinte sistemática: (i) Levantamento de planilhas diversas, existentes em computadores da área técnica, resultantes do processamento de dados geoquímicos. Estas planilhas são bases de dados, que contém coordenadas geográficas, e serviram de fonte para o tratamento dos dados e elaboração de mapas geoquímicos. (ii) Busca no servidor da rede intranet, resultando na coleta de cerca de 3.5 gigabytes de dados diversos, contidos em mais de 7.000 arquivos. Está em curso, também, um trabalho de “garimpagem” nesses diretórios a fim de separar os arquivos georreferenciados dos demais; e (iii) Levantamento, nos arquivos da Biblioteca, dos documentos que contém coordenadas geográficas dos pontos de amostragem.

Setor De Análises, Litoteca e Petrográfia

Dota a CBPM de meios para realizar com eficiência e agilidade as suas atividades de pesquisa e desenvolvimento mineral. Cuida da atualização – modernização de equipamentos de laboratório (corte, laminação, estudo petrográfico), implantado na CBPM. Durante o período foram enviados para análises químicas 96 amostras, conforme solicitações dos projetos mostradas a seguir:

  • Projeto Verificações Minerais – 32 amostras de rochas;

  • Projeto Estudos e Pesquisas Geocientíficas - 24 amostras de sedimento de corrente,

  • Projeto Inúbia Catolés – 40 amostras (31 sedimentos e 09 bateia).

  • As gerências técnicas (GEPRO / GEBAP) encaminharam 435 amostras para analises nos laboratórios da SGS-Geosol e no SENAI/CTCmat. Os resultados das análises destas amostras já foram recebidos.

  • Foram inseridos no SICAQ (Sistema Informatizado de Análises Químicas) 37.784 registros de amostras recebidas entre 1979 a 1982, cadastradas também 3.943 amostras do ano de 2007 e 96 amostras no ano de 2008, perfazendo assim um total de 41.823 registros inseridos no sistema;

  • Elaborado edital (Especificações Técnicas) para contratação de Laboratórios para execução de serviços de ensaios tecnológicos de análises químicas, cujos contratos teve seus prazos de vigência finalizados em abril e maio respectivamente.

  • Recebidas 139 amostras para confecção de lâminas delgadas do Projeto Estudos e Pesquisas Geocientíficas, e confeccionadas 60 laminas desse mesmo projeto.

  • Confeccionadas 09 seções polidas de amostras recebidas no exercício de 2007, sendo 05 do Projeto Ponto Novo e 04 do Projeto Pilão Arcado.

  • Realizado estudos das 37 lâminas e 09 seções polidas de projetos diversos, de amostras recebidas em 2007.

  • Efetuados vários atendimentos internos e externos referentes a consultas sobre assuntos diversos como análises químicas, ensaios tecnológicos, análises petrográficas e orçamento para projetos a serem implantados.

Preservação do Acervo Mineral da CBPM - Litoteca

O principal objetivo desse projeto é providenciar o levantamento digital e físico de todo o acervo mineral da CBPM, existente, tanto em termos de testemunhos de sondagem, como de amostras de solo e rocha, e situados no município de Santa Luz e no CIA – Centro Industrial de Aratu. De posse deste levantamento serão providenciadas as transferências das amostras das áreas arrendadas, para os parceiros da CBPM, (Níquel – Itagibá, Ouro de Santa Luz e Fosfato de Irecê), e todo o acervo remanescente de Santa Luz será gradativamente transferido de Santa Luz para a SUDIC em Salvador.

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