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Informações Geológicas e Metalogenia

Como resultado de um trabalho sério e contínuo desenvolvido pelo governo estadual, a Bahia posiciona-se entre os estados que possuem o mais avançado conhecimento de sua geologia e potencial de recursos minerais. O estado é, na quase totalidade, coberto por mapeamento geológico, na escala 1:250.000 e parcelas expressivas do seu território foram cobertas por mapeamentos em escala 1:100.000 e escalas maiores (mais detalhadas). Recentemente foi publicada uma compilação do Mapa Geológico do Estado, na escala 1:1.000.000. Ele é totalmente disponível em meio digital, permitindo ao usuário manipular e reprocessar suas informações. Conforme pode ser observado neste mapa, a natureza foi bastante pródiga com a Bahia em termos de ambiências geológicas com possibilidades de deter alto potencial mineral. O estado é um dos principais produtores de bens minerais do Brasil. É o primeiro produtor de cobre (74.000 toneladas/ano), cromita (407.493 toneladas/ano), magnesita (332.369 toneladas/ano) e urânio (270 toneladas/ano) e o terceiro produtor de ouro (2,7 toneladas/ano). É também importante produtor de petróleo, mármores e granitos, barita, manganês, talco e sal-gema. Recentemente, foram descobertas concentrações significativas de minérios de zinco, níquel, ouro, fosfato, titânio, vanádio, nefelina sienito, calcário calcítico, argilas cerâmicas e areia silicosa de alta pureza.

O território do Estado da Bahia abrange ambientes geológicos que variam, em idade, do Arqueano ao Fanerozóico. As associações litológicas de baixo a alto graus metamórficos, do Arqueano e Proterozóico Inferior (Paleoproterozóico), incluem terrenos granítico-gnáissicos, seqüências vulcanossedimentares do tipo greenstone-belt, ou similares, e sedimentos depositados em rifts, tal como o Grupo Jacobina. No Proterozóico Médio predominam espessas seqüências vulcanossedimentares acumuladas em estruturas do tipo aulacógeno, enquanto que no Proterozóico Superior prevalecem sedimentos carbonáticos a pelíticos terrígenos, procedentes de paraplataforma epicontinental (Bacia de Irecê-Bambuí). Os terrenos fanerozóicos compreendem rochas sedimentares mesozóicas depositadas em bacias do tipo rift-valley, assim como rochas de coberturas terciárias e quaternárias fracamente litificadas ou inconsolidadas. A vocação metalogenética do Arqueano e Proterozóico Inferior no Estado da Bahia é realçada por um espectro diversificado de depósitos e ocorrências de minerais metálicos alinhados a seguir:

  • Depósitos de ouro relacionados com zonas de cisalhamento em rochas vulcânicas e formações ferríferas, de baixo grau
  • Depósitos metamórficos do Arqueano - Proterozóico Inferior (ex.: depósitos Fazenda Brasileiro e Maria Preta);
  • Depósitos de ouro hospedados em camadas ou reefs de conglomerados quartzíticos e oligomíticos de baixo grau metamórfico em seqüências paraplataformais do Proterozóico Inferior (ex.: depósitos do tipo Jacobina);
  • Depósitos de ouro-cobre-prata em seqüências vulcanossedimentares de baixo a médio graus metamórficos do Arqueano - Proterozóico Inferior (ex.: Ibiajara);
  • Depósitos de ferro-titânio-vanádio associados a suítes gabro-anortosíticas encaixadas em terrenos de médio a alto graus metamórficos do Arqueano (ex.: Campo Alegre de Lourdes);
  • Depósitos de ferro-titânio-vanádio-elementos do grupo da platina associados a intrusivas estratificadas máfico-ultramáficas, encaixadas em terrenos de baixo a médio graus metamórficos do Arqueano - Proterozóico Inferior (ex.: Maracás);
  • Depósitos de ferro-titânio associados com suítes gabro-anortosíticas encaixadas em terrenos de alto grau do Arqueano (ex: Rio Piau, Itamari);
  • Depósitos de cromita (Campo Formoso e Andorinhas), bem como ocorrências de mineralizações de níquel-cobre-elementos do grupo da platina (Ipiaú), associados com intrusivas máficas a máfico- ultramáficas estratificadas em terrenos de alto grau metamórfico do Arqueano-Proterozóico Inferior;
  • Depósitos de cobre associados com rochas máfico-ultramáficas de médio a alto graus metamórficos do Arqueano ao Proterozóico (ex.: Caraíba);
  • Depósitos de sulfetos maciços a pirita-pirrotita em seqüências vulcânicas máficas a félsicas de baixo grau metamórfico, do Arqueano-Proterozóico Inferior (ex.: Fazenda Sabiá/Juazeiro);
  • Depósitos de chumbo-zinco-prata em seqüências de sedimentos químicos (BIF) e carbonatos de baixo a médio graus metamórficos do Arqueano-Proterozóico Inferior (ex.: Boquira);
  • Depósitos de chumbo-zinco e de fosfato, hospedados em seqüências carbonáticas do Proterozóico Médio (Irecê);
  • Depósitos de rochas ornamentais da CBPM, alocados principalmente em charnockitos, granulitos, granitos, gnaisses e migmatitos, em terrenos de alto grau de metamorfismo do Arqueano.
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