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19/06/2020 13:10

Minérios Prata e Sílica se mostram eficazes para inativar coronavírus rapidamente

Pesquisa científica comprova que a aplicação de nanopartículas de prata e de sílica em tecido composto por uma mistura de poliéster e de algodão é eficaz para inativar com rapidez o coronavirus Sars-Cov-2. Amostras desse tecido com diferentes micropartículas de prata incorporadas na superfície inativaram 99,9% das cópias do novo coronavírus presentes nas células após dois e cinco minutos de contato.

O estudo avança para que o tecido seja empregado na fabricação de máscaras e outros acessórios e equipamentos utilizados pela população e pelos profissionais de saúde. A expectativa é apresentar as novas máscaras no prazo de trinta dias.

A pesquisa é da empresa paulista Nanox (foto), apoiada pelo Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). O desenvolvimento do novo material contou com a participação de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), da Universitat Jaume I, da Espanha, e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

O tecido inovador contém dois tipos de micropartículas de prata impregnadas na superfície por meio de um processo de imersão, seguido de secagem e fixação, chamado pad-dry-cure.

“Os minérios estão na base do desenvolvimento tecnológico do planeta. Esta pesquisa referenda a importância de contarmos com oferta de minérios, em diversidade e em quantidades adequadas aos anseios da humanidade. Inativar o coronavírus, como demonstra esta pesquisa, pode significar um passo gigante para vencermos a guerra contra a pandemia”, comemora o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Flávio Penido.

“A quantidade de vírus que colocamos nos tubos em contato com o tecido é muito superior à que uma máscara de proteção é exposta e, mesmo assim, o material foi capaz de eliminar o vírus com essa eficácia”, diz Lucio Freitas Junior, pesquisador do laboratório de biossegurança de nível 3 (NB3) do ICB-USP, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Portal da Mineração
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